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EDIÇÃO 41
Dúvidas banais
Veja como reagir em situações delicadas para evitar constrangimentos e reações desconfortáveis
Por Ana Vaz
Ilustração Jade Gordon
A coluna desta edição é dedicada àquelas dúvidas aparentemente banais, mas que muitas vezes nos deixam intrigados ou até mesmo desconfortáveis, sem saber como reagir. Para algumas delas, não há uma regra clara de etiqueta, mas o bom senso é um ótimo conselheiro.
Saúde
Vamos começar por uma dúvida simples, porém comum. O que fazer quando alguém espirra? Calar-se, fazendo de conta que não ouviu nada? Dizer alguma coisa e, neste caso o que? Muita gente acha que se disser “saúde”, por exemplo, ofenderá quem espirra, pois diga “saúde” com toda a simpatia do mundo e saiba que é algo gentil, sim, de se dizer, que não há nada de ofensivo neste gesto e que você não está dizendo que o outro está doente.

Hino Nacional
O Hino Nacional acaba de ser tocado e, emocionado, o senhor ao seu lado começa a aplaudi-lo? O que fazer? Aplaudir também? E pode aplaudir o Hino? Pode sim, desde que você não esteja numa cerimônia solene, vá em frente. No futebol, por exemplo, vale o aplauso.
Madrinhas
Madrinhas podem usar preto no altar? Diz a tradição que não, e ponto. No entanto, hoje, com o amor ao preto nas alturas, se você quer ir de preto, mas não sabe se deve, faça algo simples e definitivo. Pergunte à noiva. Ela é a melhor pessoa para dar a resposta. Mas você poderia escolher uma corzinha e aproveitar para sair da mesmice.
Atraso
O que fazer ao chegar atrasado a uma reunião? Cumprimentar cada um dos presentes individualmente? Nada dissor. Seja numa reunião profissional, seja numa festa na casa de amigos, o recém chegado cumprimenta a todos com um “oi” geral. E no caso da festa, pode falar com cada um ao longo da noite, pouco a pouco.
Cumprimento
Ao ser apresentado a alguém, como saber se devemos dar um beijinho, um aperto de mão ou um simples aceno com a cabeça. Bem, em ambientes profissionais, o beijo nunca será a forma correta, devendo ser evitado; mas para decidir entre o aperto de mão e o aceno com a cabeça, pense em quem tem a precedência e deixe que esta pessoa decida – tem a precedência quem tem o nível hierárquico mais alto.
Fora do ambiente profissional, deixe também quem tem a precedência decidir: os mais velhos têm precedência sobre os mais novos, e as mulheres sobre os homens. E na dúvida, ou quando a precedência não está explícita, o bom e velho aperto de mão, dado com firmeza e fazendo-se contato visual, é sempre a melhor saída.
Presente de casamento
Você foi convidado para um casamento, mas não pode ir. Precisa mandar o presente? Precisa, sim. No entanto, no caso do aniversário, você pode ficar dispensado de presentear o seu aniversariante. Mas se puder, presenteie assim mesmo! É sempre delicado. E por falar em presente, você ganhou algo que não gostou. Pode pedir para trocar? Não pode, não. Segure a sua onda, sorria e diga que adorou.
Ana Vaz é consultora de imagem pessoal formada pela First Impressions Image Consulting. Autora do livro “Pequeno Livro de Etiqueta - Guia Para Toda Hora”
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