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EDIÇÃO 40
A jóia de Marinello
Poucos ficarão indiferentes ao apelo da Ferrari Califórnia
Por Antonio de Sousa Pereira
A Ferrari passa por mudanças. E a nova California prova isso. Para identificar sua mais recente criação, a marca recorreu a um nome já utilizado no 250 California, de 1957. Mas, de fato, as coincidências terminam por aí. E a própria Ferrari sublinha que o novo modelo não é a interpretação do passado - a marca quer inovar e adotar postura única, combinando características do GranTurismo com as de um puro esportivo. Sobretudo no comportamento.
É no teto retrátil e removível eletronicamente - que se esconde em apenas 14 segundos - que reside um dos principais pontos de interesse da California. Mas este não é o único. Face a face com o esportivo italiano, poucos ficarão indiferentes ao seu apelo estético.
As linhas exteriores, de autoria do estúdio Pininfarina, são cativantes na configuração cupê, e praticamente irresistíveis na variante cabriolet. Todas as luzes são em LEDs, com exceção dos faróis de xênon. Em seu interior, o espaço para os passageiros é farto.
No plano tecnológico, atrações não faltam. Além de ser o primeiro GT da Ferrari com motor V8 central dianteiro, o esportivo chega ainda com injeção direta de gasolina da marca Maranello, câmbio automatizado de sete velocidades com dupla embreagem e programação de controle de estabilidade nomeado F1-Trac.
A suspensão fica por conta do sistema tipo Multilink e o veículo ainda conta com freio de estacionamento elétrico com sistema de controle de subida em ladeira. Os amortecedores de controle eletrônico magnético SCM - herdados da 599 GTB Fiorano - estão disponíveis, como opção, por cerca de 3 mil euros (cerca de R$ 9.630).

Produzida na conceituada fábrica de Maranello, a California GT coloca-se abaixo da 612 Scaglietti e é capaz de gerar potentes 460 cv a 7.750 rpm. O propulsor do modelo, aliás, foi planejado para aliar potência à economia - reduzindo consumo e emissões sem comprometer o rendimento.
Com estrutura do chassi em alumínio e freios a disco de cerâmica-carbono de série, o peso da California chega a 1.630 kg, ou seja, mais 280 kg que o F430. Ainda assim, a relação peso/potência é estimulante: 3,25 kg/cv, o que só poderia traduzir-se em alta velocidade. O propulsor consegue alcançar 310 km/h e fazer de zero a 100km/h em menos de 4 segundos. O consumo de 7,7 km/l e as baixas emissões de CO2 são outros dados que reforçam ainda mais as evidências de que o modelo será a nova coqueluche da Ferrari.
Na Europa, todas as unidades programadas para a venda já estão compradas até 2010. Sendo assim, um interessado pode ter uma California em sua garagem somente em 2011 - isso, se a encomenda for feita ainda este ano. O preço sugerido é de 215 mil euros (cerca de R$ 690 mil). Fora da realidade, mas isso não torna o superesportivo menos desejável.
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