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EDIÇÃO 32
A bola da vez
Condomínios fechados são atualmente o alvo preferido da criminalidade
Dezenas de assaltos e invasões a casas em condomínios fechados foram registrados nos últimos meses, algo sem precedente na história dos residenciais da região de Campinas. O número assusta e faz dos condomínios horizontais a “bola da vez” da criminalidade.
A preocupação da comunidade é tanta que o assunto foi tema de pauta de reuniões ordinárias do Conselho de Polícia de Campinas e do Conselho Municipal de Segurança. Ambas foram articuladas pelo MCCO, associação que representa os loteamentos legalmente fechados da região.
Nos encontros, foram apresentados vários casos. E o que mais chamou à atenção foi o preparo das quadrilhas especializadas neste tipo de crime. São extremamente profissionais e conhecem perfeitamente o ambiente dos condomínios, informou o Conselho de Polícia.
Registro e identificação
A principal orientação ao morador que sofreu algum tipo de ação criminosa é fazer o registro da ocorrência e posteriormente o reconhecimento do suspeito. O principal problema enfrentado pelo departamento de investigação é a ausência do registro. O condômino muitas vezes prefere não levar o caso ao conhecimento da polícia com receio da desvalorização do imóvel ou de represálias por parte do bandido.
Os relatos geraram algumas ações preventivas, como a intensificação da troca de informação entre o MCCO e os condomínios e a formação de associações regionais de loteamentos para formulação de estratégias específicas de segurança. A partir dessas ações, a polícia e as autoridades serão cobradas no sentido de serem mais rigorosos e enégicos em relação à criminalidade nos condomínios.

Proteja-se
Veja como agem as quadrilhas especializadas em assaltos a condomínio fechado
Profissionais Criminosos que assaltam condomínios são muito profissionais. Ao entrar nas casas, eles mantêm o controle da situação e fazem parecer que tudo está dentro da normalidade.
Cerca com fio de aço Muitos condomínios adotam a cerca de alarme com fio de aço. Como o aço dificilmente rompe, o alarme não dispara. O ideal é o fio de cobre por ser menos resistente.
Latidos do cachorro ou a síndrome do lobo Os bandidos provocam latidos de cachorro por várias noites, mas não entram na residência. A segurança interna é chamada, mas não encontram vestígios. Dias depois voltam, mas a segurança não aparece, achando se tratar de alarme falso.
Ajuda de dentro As quadrilhas estudam o condomínio a ser atacado. Normalmente contam com a ajuda de alguém de dentro. Cuidado com a contratação de serviços e de empregados.
Crianças e pé de cabra Criminosos jogam crianças para dentro do condomínio com muros baixos e portões no fundo. Lá elas abrem ou conseguem destrancar portões com o uso de pé de cabra.
Viagem e chave falsa Os bandidos aproveitam viagens para fazer uma chave falsa da casa. Retornam depois quando o morador volta, porque procuram cofres ou jóias escondidas pela casa.
Escadas em obras e vitrôs As escadas em obras facilitam o acesso a janelas abertas. Não deixe escadas à mostra. Também não descuide dos vitrôs, principalmente à noite.
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