Domingo, 5 de Setembro de 2010

EDIÇÃO 51

A Ferrari verde

599 GTB Hibrida sairá com sistema de recuperação de energia de travagem semelhante ao Kers usado na Fórmula 1.

Por Marco Afonso Camargo

Luca di Montezemolo anunciou no Salão do Automóvel de Genebra: a Ferrari vai estrear um 599 GTB protótipo híbrido. Será o primeiro carro com esse tipo de mecânica da montadora e, a partir de agora, a escuderia sempre trabalhará com o sistema que combina um conjunto de baterias de íon de lítio e um poderoso motor elétrico na parte traseira, além de um motor a gasolina.

O motor elétrico irá gerar o seu binário máximo a zero RPM. Isso significa que o consumo de combustível será melhorado em até 35%. O 599 GTB híbrido terá um sistema de recuperação de energia de travagem semelhante ao Kers, usado na Fórmula 1.

Mais potência

O termo vem do inglês Kinetic Energy Recovery System e significa Sistema de Regeneração de Energia Cinética. São dispositivos que recolhem a energia cinética gerada na desaceleração do carro que seria desperdiçada e, em seguida, a reutiliza.

Ao serem acionados os freios, a energia do torque resultante, normalmente desperdiçada, é transformada em eletricidade e levada a um capacitor, o qual alimenta o sistema propriamente dito que, ligado ao eixo de propulsão do motor, faz com que ganhe potência.

 

 

Dupla transmissão

Nesta configuração, o novo 599 GTB terá um motor integrado em seu sistema de sete velocidades de dupla transmissão, oferecendo o perfeito equilíbrio da balança de peso, complexidade e desempenho.

A versão também terá uma modificação na caixa de velocidades de dupla embreagem Getrag, normalmente encontrados nos modelos Italia 458 e Califórnia. Para reduzir o peso, a Ferrari pretende usar uma quantidade abundante de fibra de carbono e alumínio.

Respeito ao meio ambiente

Os engenheiros da escuderia são unânimes em afirmar que a hibridação é a única resposta possível para atender às novas normas de emissões tanto dos Estados Unidos quanto da Europa. Qualquer falha em aderir a um conjunto de regras forçaria a Ferrari a pagar multas pesadas ou pior ainda, parar os carros de produção.

A União Européia, por exemplo, exige que todos os carros do mercado emitam menos de 130 gramas de gás carbônico por quilômetro até 2015.

O cérebro que controla o volume de toda a energia diversificada foi desenvolvido nas pistas de Fórmula 1. Por isso, é muito possível que a mesma energia armazenada pelas baterias seja utilizada para o funcionamento da direção eletrohidráulica, ar condicionado, sistemas de GPS, entre outros.

De acordo com Luca de Montezemolo, a Ferrari Híbrida deve chegar às lojas da marca somente no final de 2013.

 

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