Domingo, 5 de Setembro de 2010

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Assaltos crescem em condomínios do interior de SP

O número de assaltos a condomínios no interior do Estado cresceu nos últimos cinco anos, na contramão do que aconteceu na capital.

 

Em 2005, as cidades do Interior concentravam 26,1% desse tipo de crime, enquanto São Paulo liderava com 50,7% dos casos. Passados cinco anos, o quadro se inverteu.

 

Os municípios fora da mancha urbana da Grande São Paulo, que antes eram considerados locais mais tranquilos para se viver, agora estão no topo da lista com 44,1% de ocorrências.

 

Na Capital, o índice caiu para 39,7%, confirmando o fenômeno consolidado ao longo da última década de interiorização da criminalidade.

 

As cidades da Região Metropolitana de São Paulo também apresentaram queda — de 24% para 16,2% no período. Os dados fazem parte de um levantamento da Coordenadoria de Análise e Planejamento (CAP), órgão da Secretaria de Segurança Pública do Estado, que analisou 313 casos registrados no Estado de São Paulo entre 2005 e 2009.

 

Nessa rota de migração dos crimes para o Interior, o estudo mostra ainda que as cidades que mais concentraram roubos em condomínios foram Campinas e Ribeirão Preto. Na soma dos anos, o Interior ficou com 31% do total de casos — sendo que Campinas teve 18,6%, seguida de longe por Ribeirão Preto com 2,6%.

 

Só na Região Metropolitana de Campinas (RMC) existem 4,5 mil condomínios. Para o especialista em segurança pública José Vicente da Silva Filho, esses locais ainda continuam seguros. “Com toda certeza os condomínios são muito mais seguros para se viver. Não considero os números alarmantes”, afirma.

 

A análise feita pela CAP traça ainda um perfil padrão desses tipos de ocorrência. Entre os principais objetos levados pelos ladrões estão: dinheiro, celulares, joias, relógios, documentos e notebooks.

 

O estudo revela ainda que em 30% dos casos a maneira preferida para entrar em um condomínio é pulando o muro. A quarta-feira é o dia com maior volume de casos 19,96%, seguida pela sexta-feira, 16,8%.

 

O levantamento inclui condomínios verticais e horizontais — sendo que no interior a predominância é de conjuntos de casas, enquanto na Capital e de prédios.

 

A Secretaria de Segurança Pública do Estado informou que os dados são de um levantamento interno e que em setembro do ano passado foi criada a Delegacia Especializada em Combate a Roubos e Condomínios do Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic), com o principal objetivo de criar uma central de informações mais especializada para investigar esse tipo de crime.

 

Dados do Sindicato de Habitação (Secovi) mostram que em todo o Estado de São Paulo existem 60 mil condomínios. O órgão mostra que há uma tendência de diminuição desses casos.

 

“A profissionalização e o treinamento dos funcionários e a manutenção dos equipamentos de segurança contribuíram para essa queda. É preciso estar sempre em alerta”, afirma o presidente do Secovi, Hubert Gebara.

 

O comando das polícias Civil e Militar em Campinas consideram que não há motivos para alarde na cidade. Para as duas forças policiais, a ocorrência de assaltos em condomínios não é comum em Campinas.

 

 “Não existe uma rotina desses crimes. A problemática condomínios não é significativa”, disse o comandante do 8º Batalhão da Polícia Militar, Marci Elber Maciel Rezende da Silva.

 

Ações planejadas de prevenção e o patrulhamento ostensivo são medidas eficazes para combater esse tipo de criminalidade, segundo as autoridades. “Estamos sempre estudando a forma de agir dos bandidos, a área de atuação para definir estratégias corretas de trabalho”, afirma o comandante.

 

Compartilhando da mesma opinião, o delegado titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Campinas, José Carlos Fernandes da Silva, afirma que é preciso uma integração entre as ações policiais e os moradores.

 

“A prática desse tipo de crime não é comum na cidade, mesmo assim é preciso que os condôminos tenham cautela e evitem o descuidos”, afirma o delegado.

 

Além dos investimentos em equipamentos de segurança, circuitos internos de câmeras, a polícia afirma que deve haver uma preocupação também em relação ao treinamento dos funcionários e a seleção dos prestadores de serviços.

 

“Em muitos casos, essas pessoas que entram para fazer atividades de mão de obra esporádicas e passam as informações de toda a dinâmica de funcionamento do condomínio para os bandidos”, afirma o delegado.

 

Com medidas preventivas, automaticamente os criminosos acabam evitando ações com maior risco. Para a polícia, os assaltantes agem segundo as oportunidades. Mudanças de hábito dos próprios moradores servem para afastar ações desse tipo.

 

O comandante do 8º Batalhão ressalta que muitas vezes a falta de qualificação dos funcionários dos condomínios acabam propiciando situações de risco para os próprios moradores. “É preciso investir em gente qualificada e fazer treinamento com esses funcionários”. (AAN)

 

[ Imprimir - Envie para um amigo ]


ÚLTIMAS NOTÍCIAS Lei de gaveta orienta bolsões
Parceiros:
         
 
Revista Residenciais
Opinião Cartas Condominio Gente Comportamento Casa Hall Seguranca Turismo Entrevista Viver Estilo Fashion Gastronomia Auto Fetiche Tecno Esporte Variedades Serviço Bazar Beleza Bem Estar
 
MCCO
Ações Realizadas Boletins Legislação Normas Pesquisa Projetos Especiais Diretoria Galeria Links Contato
 

Av. Júlio de Mesquita, 199 – Cambuí - Campinas - SP

Telefone: (19) 3327-2026 faleconosco@revistaresidenciais.com.br
 
          Desenvolvido por: © 2005