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EDIÇÃO 48
Um novo mundo ao norte
Oslo é uma cidade compacta: as principais atrações se concentram numa área que pode ser percorrida a pé
Por João Miguel Simões Foto Douglas Grant
Não se deixe intimidar pelo frio rigoroso, pela proverbial timidez norueguesa ou pelos preços altos. Oslo é uma cidade compacta, onde as principais atrações se concentram numa área que pode ser percorrida a pé.
Dirija-se até a Prinsens Gate, número 26, para começar o dia com o pé direito. É ali que fica a Halvorsens Conditori. Funciona a partir das 7h nos dias de semana e das 9h30 aos sábados. É uma verdadeira instituição norueguesa para tomar o café da manhã, pois não só a seleção de bolinhos e de sandes é deliciosa, mas também pelo excelente serviço, executado por garçonetes em trajes tradicionais - é amável.
Complexo de galerias
Depois saia para uma caminhada por uma das ruas transversais que ligam Prinsens a Karl Johans Gate, a principal avenida da cidade. Perto da estação de comboios, o seu comércio não oferece nada de extraordinário, mas na esquina com o Dronningens Gate fica Basarhallene, um animado complexo com galerias, lojas gourmet e cafés.

Adjacente à praça, a Domkirke, a catedral dos finais do século 17, não é muito inspiradora quando vista de fora, mas vale a pena entrar e deixar-se surpreender por um interior inesperadamente acolhedor e elegantemente restaurado, com detalhes ornamentais que não se esperaria encontrar numa igreja protestante, por regra sempre mais austera.
Volte a entre de novo na Karl Johans gate, e passe no Stortinget, o parlamento norueguês, e, mais adiante, no parque Eidsvolls Pass. Prossiga, se virar em Roaldam Gate vai encontrar a fachada monumental do Teatro Nacional.


Na mesma rua do Teatro Nacional, a Stortingsgaten, no número 28, fica a Norway Designs, um armazém dedicado ao que de melhor se faz neste país em matéria de design escandinavo, conhecido pela sua funcionalidade e linhas depuradas. Não deixe de conferir os artigos de vestuário, de papelaria e para a casa. Digo já: os preços são salgados.
O palácio real
Para almoçar, dirija-se à Frognerveien. Não é muito longe. O East (nº 10) é um dos restaurantes da cadeia zen, na moda, que serve sushi e noodles chineses. A seguir, e para fazer a digestão, apresse o passo e aproveite que não está longe do Det Kongelige Slott, o palácio real, para chegar ali a tempo de ver o render da guarda, que ocorre todos os dias às 13h30.
Depois, volte até o Teatro Nacional, pois de lá poderá pegar o autocarro nº 30 (que sai a cada 30 minutos) para o Norsk Folkemuseum (Museumsveien, 10), junto ao cais Dronningen, na península Bygdøy, a sudoeste do centro da cidade. É ali que fica um complexo de cinco importantes museus. Fique atento, pois durante o inverno, o Norsk Folkemuseum, dedicado aos hábitos e costumes noruegueses, fecha mais cedo (às 15h, de segunda a sábado, às 16h, aos domingo), por isso não perca tempo.
Em seguida, regresse ao centro e caminhe até a Rådhus, praça que abriga o edifício da Câmara Municipal, em frente ao porto. Nesta praça, durante o mês de dezembro tem um animado mercado de Natal com barracas e tendas, onde se vendem decorações, presentes e iguarias.
Vale a pena aproveitar o fato de estar no porto para passear um pouco em Aker Brygge, um calçadão muito procurado por nativos e turistas por ser ali que se concentra um grande número de bares, lojas e restaurantes.


Como já é noite, não se admire de o happy hour começar às 16h30 por aquelas bandas. Com antigos armazéns portuários convertidos em estabelecimentos comerciais, esta zona é para Oslo aquilo que as Docas representam para Lisboa.
Prêmio Nobel
Se estiver na cidade no dia 10 de dezembro, vale a pena retornar a Karl Johans Gate, pois, neste dia, pelas 19h, ocorre um cortejo de tochas para saudar o laureado com o Nobel da Paz, que recebe o prêmio das mãos do rei Harald V.

Deixe-se levar pela pompa do momento e dirija-se, na mesma rua, ao Blom (nº 41b), um restaurante que, desde 1830, é uma “catedral” e possui nas suas paredes seis murais pintados por Edvard Munch e um por Lautrec. Vale a pena ir até a parte mais baixa desta avenida, no número 10, para conhecer o Rå, um clube que se impôs numa zona da cidade tida como conservadora e foi votado como o melhor, em 2006, pela Nattogdag.
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