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QUATRO PERGUNTAS
Heloisa Périssé
Conta sua paixão pelo humor rápido dos Irmãos Marx e os desafios de fazer personagens mais sérios
Por Anderson Botan
Foto Paula Kossatz

Residenciais. Você está em cartaz com a peça "Advocacia Segundo os Irmãos Marx" na qual interpreta um personagem mau caráter. Em quem é mais fácil confiar: nos advogados ou nos irmãos Marx? Heloisa Périssé. Risos. Dependendo dos advogados, confio nos advogados. Mas também confio na capacidade de fazer humor dos Irmãos Marx. O humor te dá uma liberdade muito grande. Você pode fazer a pessoa rir de si mesma dependendo da forma como você faz. Minha personagem na peça desenvolve uma trama muito engraçada. Vai engambelando as pessoas e, ao mesmo tempo, é meio mau caráter.
Residenciais. Quais pontos te ligam a Groucho Marx? Heloisa Périssé. A peça foi baseada em programas de rádio dos Irmãos Marx, entre os anos de 30 e 32. O que me liga a ele é justamente o humor rápido. É uma coisa absurda que você ouve aqui e ri depois ali. O Groucho para mim é uma referência na minha vida, no meu trabalho e nos meus personagens.
Residenciais. Você acha que sua carreira está limitada ao humor? Heloisa Périssé. Não. Por isso, também vou para outras áreas. Estou gravando uma novela (Cama de Gato) que tem cenas sérias, na qual choro muito. A questão é a seguinte: como sempre fiz um humor de personagens, você leva naturalmente para um lado meio farsesco. Quando você tem um humor de situação, não é assim; você acaba fazendo a graça pela situação, e, nesta novela, a personagem é engraçada, mas tem também que fazer cenas que emocionam.
Residenciais. Quais mulheres você acha que fazem rir no Brasil? Heloisa Périssé. Ah, são várias. Claudia Rodrigues, Ingrid Guimarães, Maria Clara Gueiros, Samantha Schmutz, que é genial, Fabiana Carla, Claudia Gimenez, Regina Case e Débora Bloch. A Fernanda Torres também é muito engraçada. Tenho até medo de esquecer alguma. O humor tem que ter uma coisa de verdade, e todas elas têm esta característica.
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